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"Porque eu sou negro"


Eu tenho um paciente negro, de 8 anos, que é absurdamente inteligente. De família pobre, sua mãe, igualmente inteligente, fez, por conta própria, a árvore genealógica da família, de forma organizada, num caderno, cheio colagens e o mostrou durante a consulta.

- Você é muito inteligente. - disse eu ao garoto.
- Obrigado.
- Já sabe o que vai ser quando você crescer?
- Já. Vou ser caminhoneiro.
- Mas não pensou em outra coisa, você tem muita capacidade, pode ser qualquer coisa!
- Bem, eu queria mesmo ser médico...
- Ora, então seja!!
- Não posso!
- Não pode? Não pode por que?
- Porque eu sou negro.

COM O SENTIMENTO DE MISSÃO CUMPRIDA, AVANTE!

Ainda eufórico com a inesquecível vitória do Partido dos Trabalhadores, liderado pela Companheira e Presidenta reeleita, Dilma Rousseff, agradeço aos muitos companheiros e companheiras que estiveram juntos nessa batalha.

Foram dias intensos que exigiram o máximo de nós, mas com a garra e a determinação de sempre, vencemos!

Percorri diversas cidades, e vi a alegria do nosso povo por fazer parte desse novo país que se desenvolve para todos. No sertão do Pajeú, bem como em todo o Estado, o povo não faltou ao chamado de Lula e Dilma, e se mobilizou para assegurar mais mudanças e mais futuro.

Agora, é seguir na luta cotidiana em que fomos forjados, defendendo o justo para o nosso povo, compartilhando das mesmas trincheiras da classe trabalhadora que não foge à luta, que não se dobra diante do preconceito e das agressões da elite, e que enfrenta todas as adversidades de peito estufado, sempre prontos para o combate.

É hora de retomar o ritmo normal do dia-a-dia, atualizando as leituras, as tarefas profissionais e as relações sociais. Aos amigos e amigas que se embebedaram com o excesso de conteúdo eleitoral, agradeço a generosa paciência. Aos que souberam praticar o bom debate nas redes, agradeço pela grandeza. Obviamente, seguirei praticando a boa política, mas em ritmo menos acelerado.

Temos muitos desafios pela frente, defendendo um segundo governo Dilma ainda melhor, e fortalecendo o Partido dos Trabalhadores, com a renovação necessária para avançarmos ainda mais!

Com a Força do Povo, vencemos a eleição!

Nas lutas populares, venceremos os novos desafios!


Um abraço fraterno! 

Uma das mais belas canções com a marca de Chico Burque

BLOGUEIRO DIZ QUE EDUARDO CAMPOS É O PRIMEIRO PERNAMBUCANO A DISPUTAR O PLANALTO. E O LULA?



Dizem que eu gosto de fazer confusão nas redes sociais, mas vejam se não é de dar dó:


Como posso dar credibilidade a um jornalista que faz de conta que o ex-presidente Lula, nunca existiu?

Segundo a coluna desta segunda feira do blog do Magno Martins, Eduardo Campos será o primeiro pernambucano a disputar uma eleição presidencial. Ora, cassaram o direito do Lula ser de Pernambuco?

Para não dizerem que sou perseguidor, como me acusou o blogueiro em questão, vou considerar isso como sendo uma gafe! Mas que não se repita, por favor!!!


A MEDIOCRIDADE DE EDUARDO CAMPOS

Construir o novo exige ideias, projetos e criatividade. Ao pregar esse discurso de forma agressiva, o ex-governador de Pernambuco tenta convencer o público que o ouve de que é um grande construtor, um idealizador nato de um novo país, existente, pelo menos, no seu discurso e esquema de marketing.

No entanto, ao analisarmos a trajetória política de Eduardo Campos, o que vemos é a imagem do homem que sempre foi carregado pela força eleitoral de algum ilustre militante político, e que todas as vezes que foi gestor, foi por um gesto paternal, um presente de avô ou de pai para filho.

Eduardo Campos foi eleito deputado por quatro vezes, sendo uma estadual e três federal, mas nenhuma delas por ter realizado alguma grande ação que se configurasse como algo inovador, todas as vezes, o sujeito que foi eleito fora o neto de Miguel Arraes, puxado pela força eleitoral do avô, uma grande liderança da política brasileira.

Durante a sua trajetória e, também, durante os dezesseis anos em que teve mandatos parlamentares, Eduardo foi auxiliar no governo de Pernambuco em algumas ocasiões, mas nenhuma delas por se destacar como economista ou como um ativista em quaisquer das áreas que exerceu atividade comissionada, novamente, ocupou os cargos públicos por ser o neto de Miguel Arraes, sendo inclusive chefe de gabinete do ex-governador. Arraes, deu muitas oportunidades à Campos, mas deve ter se arrependido de lhe confiar a secretaria da fazenda do estado, sobretudo, pelo famoso escândalo dos precatórios, além da gestão desastrosa que levou Pernambuco a uma situação calamitosa.

Ainda no período em que tinha mandato parlamentar, porém afundado na própria e inexpressiva história, Eduardo Campos recebeu mais um presente, dessa vez do homem que lhe recebeu como filho, o ex-presidente Lula. De Lula, o ex-governador de Pernambuco recebeu o Ministério de Ciência e Tecnologia, com a ampliação substancial dos recursos e programas atrelados a C&T, de modo que Campos, sob o monitoramento de José Dirceu, inicialmente, e em Seguida da então ministra Dilma Rousseff, bem como do próprio Lula, foi ressurgindo para além dos escândalos e das gestões desastrosas sob sua responsabilidade.

A partir da sobrevida que ganhou do ex-presidente, Eduardo foi eleito governador de Pernambuco em 2006, novamente com o apoio decisivo do PT, que transferiu praticamente todos os votos do Senador Humberto Costa, candidato do PT na mesma eleição, para a sua candidatura. Com o apoio incondicional do PT, o neto de Arraes deixou de ser somente mais um político pra ser governador do Estado em que o seu avô fez tanta história. Novamente com o apoio incondicional do PT, Eduardo foi reeleito em 2010.

Mas Eduardo foi aos poucos abandonando as origens de quem lhe elegeu, e mais uma vez, sem nenhuma personalidade, de forma equivocada, o neto de Arraes ignorou o legado do avô e foi buscar nos governos tucanos, soluções para o desenvolvimento de Pernambuco. Encontrou em Minas, um modelo de governo do qual se agradou, um governo que gasta dezenas de milhões em propaganda, que privatiza os serviços essenciais, que não dialoga com o povo e com os movimentos sociais, e que serve ao grande capital. Aliás, Eduardo foi buscar um modelo que ele havia derrotado em Pernambuco e que o seu avô ajudou a derrotar no Brasil. Campos, aos poucos foi trocando a amizade de Lula, por Aécio e o PSDB, parceiros frequentes do presidente do PSB.

Com o modelo de Gestão que faliu o Brasil, tendo como aliados velhas raposas que estavam na linha de frente do Governo tucano de FHC, Eduardo se iguala ao que tem de pior na política brasileira, desconfigurando-se inclusive da imagem do neto de Miguel Arraes, militante que combateu com bravura a maioria dos novos aliados do seu neto. Se vivo fosse, certamente Arraes reprovaria as atitudes equivocadas de Eduardo Campos, e dificilmente votaria nele para qualquer função que fosse, tamanha a decepção que a trajetória do neto lhe causaria.

Para consolidar o seu oportunismo e a falta de identidade política, Eduardo demonstrando mais uma vez que não tem capacidade de caminhar sozinho, resolveu juntar-se a ex-senadora Marina Silva, que obteve cerca de 19 milhões de votos nas eleições de 2010. Movidos pelo revanchismo de não terem sido escolhidos pelo ex-presidente Lula para sucedê-lo, estabeleceram uma aliança anti-petista, onde Campos confirmou a sua mediocridade reunindo todos os elementos que fazem dele apenas mais um jogador no meio político, dotado de grande oportunismo, porém, sempre sob a sombra de alguém que tem, no mínimo, mais votos que ele.

Analisando a vida política de Eduardo Campos, fica nítido que nada mais é que um carreirista na política, que constrói os seus apoios fatiando a máquina pública, apropriando-se de projetos oriundos de outros governos e contabilizando votos que nunca são próprios da sua força leitoral, e sim, outrora, de grandes líderes de esquerda, como Arraes e Lula, e hoje de caciques que tem nos seus feudos boas oportunidades de negócios. Não é em vão que ficou conhecido como o “novo” coronel.

A sua mediocridade seria menor se ao menos os slogans de campanha fossem mais criativos, mas talvez por ter contratado alguns marqueteiros do PSDB, tenha iniciado a sua investida nas redes sociais igual ao candidato tucano Aécio Neves, adotando o convite fracassado, “Vamos Conversar?” Não satisfeito, Eduardo copiou mais um slogan, dessa vez do PT, usado por Lula na despedida da Presidência da República em 2010, quando fez o seu pronunciamento em rede nacional, quando disse que “É possível fazer mais.” Na tentativa desesperada de não descolar a sua imagem de Lula, a quem traiu violentamente, Campos agora diz que é hora da “Esperança Vencer o Medo” copiando novamente o PT.

Com tanta cópia, daqui a pouco o candidato do PSB vai ficar conhecido como o “Homem que Copiava”, além, óbvio, de um político medíocre, incapaz de criar até mesmo uma identidade publicitária que o diferencie de outros. Mas isso pouco importa para ele, afinal, sempre encontrou quem o carregasse nas costas, e como está mal acostumado, acredita que sairá das próximas eleições ileso de toda a traição e desonestidade, peculiar à sua personalidade, que causou.


A história nos mostra que a realidade é dura, e com traidores, impiedosa. Se ao menos não fosse tão medíocre, poderia se reinventar, mais tendo tal condição, terá que aguardar uma nova oportunidade para copiar alguém. Certamente o ex-governador tem pensado no que era antes do Lula, e deve está perdendo o sono com a possibilidade de voltar a ser o que realmente representa sem o apoio de quem sempre lhe deu a mão ou sem o poder da caneta que o tornou tão poderoso, um medíocre, sem nada para oferecer aos que hoje, oportunamente, lhe cercam.   

Como o soprar do vento

Vez em quando paro pra recordar tantas coisas que já vivi. Penso em quantas pessoas já conheci, mas faço questão de lembrar de algumas que significam muito na minha caminhada. Não correria o risco de nominar para não causar injustiça, mas certamente cada uma saberá se reconhecer nas minhas reflexões.

O engraçado é que tem gente que talvez nunca mais encontre, mas que se fazem presentes em cada passo dado. Gente que deixou como legado as boas energias, a vontade de fazer as coisas darem certo, bons momentos de alegria. Gente que só faz bem.

Algumas dessas pessoas não vejo há anos, e as notícias, cada vez mais raras, ainda chegam no soprar do vento que traz consigo as boas lembranças do passado. E que o passado nunca nos abandone, que continue trazendo os ensinamentos para que seja possível construir um futuro melhor, que continue nos alimentando dos bons sentimentos, e que estes sejam capazes de nos manter sempre acompanhados de boas amizades.

À você, que me chamou de teimoso mas insistiu para que eu seguisse em frente, um brinde! E que as boas amizades sempre voltem, como o soprar do vento!  

OS BONECOS DO CORONEL E A MORTE DO CARNAVAL

Último Regresso

“[...] Não deixem não, que o bloco campeão,
guarde no peito a dor de não cantar.
Um bloco a mais é um sonho que se faz
o pastoril da vida singular [...]

No Brasil, parece ser senso comum que o ano só começa depois do carnaval. Não que ficamos sem fazer nada entre os dias que separam o feriado da confraternização universal dos dias de momo, mas sem dúvidas, o que mais fazemos, pelo menos a maioria de nós, é contagem regressiva para os dias de folia.

Em Pernambuco essa tradição festiva atravessa todo o estado, e em cada canto da nossa terra tem uma peculiaridade que anima a folia carnavalesca. São muitas as formas de fazer folia, das máscaras e fantasias que representam o charme dos bailes aos bonecos gigantes, dos papangus aos bumba-meu-boi, das orquestras de frevo as batucadas, e no meio a tudo isso, tem muita gente que sorrir voluntariamente em tempos de folia.

Em Recife temos, talvez, o mais charmoso sentimento do que representa toda essa figuração do carnaval, todas as formas de expressão estão presentes nas várias atividades da cidade. Em cada rua, nos pontos históricos, dos mais velhos aos mais jovens, todos vivem com entusiamo o carnaval, e passeiam na irmã Olinda desfrutando de toda e bela tradição de subir e descer as ladeiras atrás de muitos blocos que animam os dias de folia.

O encanto dos bonecos gigantes atrai a atenção de todos que os vêm, chamam para a festa cada pessoa que se depara com eles, são soberanos nas ruas, seja em Recife, seja em Olinda, são eles que determinam o ritmo, e porque não, representam o tamanho da festa que esperamos todos os anos com o mesmo entusiamo.

Mas parece que essa soberania está ameaçada. Uma nova geração de bonecos está querendo mudar o ritmo da festa, as cores fortes das ruas, e reprimir a folia. São os bonecos do coronel.

Quem imaginaria que, se fosse em Recife, o homem da meia noite teria que sair mais cedo para dar tempo cumprir o seu destino. Pois é, esses novos bonecos querem ditar novas regras a folia, bonecos, como o Geraldo, principal criação, até o momento, do Coronel Eduardo. Um boneco criado para imprimir no meio do povo uma marca típica de bonecos, uma marca sem espontaneidade, sim, porque por mais vida que tenham os bonecos, sempre fazem o que os seus condutores ordenam.

Os bonecos são criações que reproduzem o que os seus criadores mandam, e os bonecos do coronel Eduardo estão reproduzindo a ordem de estabelecer a morte do carnaval.

O Geraldo é um boneco que representa um burocrata, tecnocrata, uma figura arrogante e prepotente, um sujeito que nem sabe o que é carnaval, ainda que seja mais um boneco, é do tipo que anda sempre de roupa alinhada e, no máximo, enfeitava camarotes de bailes elitizados onde o artista, necessariamente, era alguém, que pouco importava o nome, mas que estava em um palco, animando o circo para os senhores e senhoras aos quais o Geraldo representa.

O Geraldo não foi criado com o sentimento do carnaval, onde os principais artistas são o próprio povo, onde o camarote é a calçada de casa, onde o sentimento mais presente na folia é o sentimento de liberdade. O Geraldo foi criado para fazer do carnaval “multicultural”, mais um negócio lucrativo para o Coronel, e sem sensibilidade popular, na hora que ameaçar os lucros, será encerrado.

Pois bem, o povo do Recife foi enganado. Deixaram pendurar o boneco Geraldo no principal posto público da cidade, acreditando nas mentiras e na farsa do coronel, mas hoje sentem os efeitos da escolha, e observam ele querendo mudar tão drasticamente o rumo da nossa história. Esse boneco que tudo fez, na verdade apenas está começando a sua missão, a de substituir gente por sistemas, emoção por números, coletivo por individual, festa popular por festa privada. Foi Geraldo quem fez o começo do fim do carnaval de Recife.

Dizem que na casa grande onde se produz os bonecos do coronel, a produção está a todo vapor, e de onde saiu Geraldo muitos outros podem vir, disfarçados de gente, mas programados para acabar com qualquer reunião de pessoas, no carnaval ou nas lutas populares.

É, estão querendo que a gente mude o roteiro das canções, tão belas, que nos conduzem (ou conduziam) do sábado de Zé Pereira até a quarta-feira ingrata. Ao que parece o carnaval não começará no Galo da Madrugada, pois o Galo só poderá cantar quando o dia amanhecer, ele foi “impedido” de cantar mais cedo, como habitualmente há tantos anos. Também não vamos mais sair pelo Recife Antigo madrugada a fora “foliando” até chegar a hora de ir subir as ladeiras, não poderemos mais ver o sol abraçar Recife indicando que é hora de seguir para Olinda.

Estamos sendo impedidos de viver a nossa liberdade. E no lugar dos blocos que nos arrastam embriagados pela alegria do carnaval, teremos o bloco que nos obriga a estar sóbrios celebrando a sua morte. Aos invés dos metais das orquestras, as sirenes do toque de recolher. No lugar dos batuques do maracatu, os coturnos dos soldados. Ao invés das sombrinhas dos passistas coloridas pela alegria, os cassetetes portadores da tristeza.

Da casa grande do coronel, só sai contradição: Produz bonecos e vende fantasia, mas não nos deixa curtir a festa.

Pelo visto querem nos enviar por um caminho inverso ao que lutamos tanto para alcançar, quando derrubamos os porões da ditadura militar para ocupar definitivamente as ruas. Estamos sendo forçados a deixar as ruas, e porque não, sendo obrigados e viver nas senzalas da casa grande.

Mais uma vez, nos resta resistir, afinal, o que mais se houve na criação dos bonecos do coronel Eduardo, é que somos madeira de lei que cupim não rói. E haveremos de cantar por muitos e muitos anos, ainda que nos reprimam, queiram ou não queiram os juízes, pois o nosso bloco é de fato o campeão.


[…] É lindo ver ver o dia amanhecer,
ouvir ao longe pastorinhas mil,
dizendo bem, que o Recife tem,
o carnaval melhor do meu Brasil.”

Bloco da Saudade 

SIM: ESTAMOS NO CAMINHO CERTO, CUIDANDO DAS PESSOAS, APESAR DE VOCÊ!

Não adianta você dizer que tudo vai mal. A sua obsessão para ver o PT naufragar irá por água abaixo logo que o povo for novamente as urnas reeleger os seus legítimos representantes. Mas você, que nos bombardeia todos os dias com o seu pessimismo doentio, verá, de camarote, a nossa vitória, afinal, você utiliza todo o seu tempo nos observando.

Aliás, você é de uma generosidade absurda com os que atacam o PT, diz até que são santos milagreiros os nossos adversários. Se um poço for furado por um antipetista, ainda que com os recursos enviados pelo governo do Partido dos Trabalhadores, você atribui como sendo um milagre, só pelo simples fato do milagreiro ser contra o nosso projeto.

Você torce para não chover, para a casa desabar, para as pessoas voltarem para o aluguel, para a estrada afundar. Você, parece torcedor do vasco resmungando contra o flamengo, ou vice-versa. Mas você tem muita energia e criatividade, haverá de inventar ainda muitos factoides e distorcer muitos fatos, pois você só enxerga o que a sua aversão lhe mostra. Ah, você, que nos subestima fazendo leituras erradas de coisas óbvias.

Para você regular é péssimo, bom e ótimo é ruim, ruim então, esse nem se fala, ruim pra você é o “big bang” se aproximando novamente. É o apocalipse.

Se faz frio fomos nós que desaquecemos o sol, segundo você. Se tá quente, o aquecemos demais. Você nunca se contenta em apresentar só a verdade, não queremos nada mais que isso, apenas que os fatos sejam mostrados como são, sem distorções ou reações emotivas de fatores estranhos a compreensão política.

Você é do tipo que anda com uma lupa procurando rachaduras para dizer que nós não fizemos direito. Que transforma vilão em mocinho, desde que esse vilão seja nosso adversário. Você “desdiz” o que disse pouco tempo antes, se a sua contradição for de encontro ao que defendemos.

Mas você é importante, sobretudo para mostrarmos como agem de forma infantil os nossos opositores. Você serve para apontarmos que a sua torcida é a do quanto pior melhor. Você busca transformar verdades em mentiras, e com mais veemência, mentiras em verdades.

Porém, apesar de você estamos caminhando. E digo mais, estamos bem! A sua desconstrução soa vazio entre as milhares de pessoas que diferentemente de você, sabem que estamos no rumo certo. A sua mentira mal contada, é desmascarada em cada casa e na alegria de cada cidadão.

Somos milhões em todo o país. Somos o Lula, a Dilma e a Estrela que faz esse projeto brilhar. Somos sonhadores, lutadores, transformadores da nação. Fazemos das nossas cidades, A Cidade do Coração da Gente, pois construímos junto com o povo, para o povo e pelo povo.

Já você: você seguirá vendendo o que – você - gostaria que a gente fosse, mas, fracassará, porque o seu produto está avariado, e a sua credibilidade, essa, já não existe.

Portanto, você que se opõe de forma descontrolada ao PT e aos Petistas, à você eu digo: Prepare a avenida, que nós vamos passar!

Por um outro papo de universitário! Mais NÓS, menos EU...

...essa é a melhor forma para começar a debater sobre os “ensinamentos” da organização “PAPO DE UNIVERSITÁRIO”.

Hoje vivemos a beira da falta de relações humanas, estamos vivendo um colapso de coletividade, construindo um sistema que nos liga através de máquinas, onde a velha e boa conversa já não parece tão interessante, quer dizer, se for no Facebook, aí sim, fica boa.

Apesar de parecer humorístico, essa é a mais pura verdade, e o que não falta são pessoas pra nos ensinar que tudo está dentro de si mesmo, a sua força é igual a do super-homem, basta invocá-la e você mudará a “educação” do mundo, mesmo que não entenda nada de educação, mas, você será capaz, é só fechar os olhos para tudo que está lá fora que você conseguirá, porque o sistema, as outras pessoas, as mazelas sociais, o ambiente, etc., não tem relação nenhuma com o seu sucesso ou o seu fracasso, para o bem ou para o mal, a culpa é sua!

Vejamos alguns dos ensinamentos do PAPO DE UNIVERSITÁRIO que poderá transformar a sua vida, pelo menos até o dia que você precisar de alguém por perto e não tiver mais ninguém, porque na lógica que discutiremos, você vai aproveitar-se de todo mundo, e como disse Zigmunt Bauman “assim como jogamos fora um telefone celular que não nos serve mais, corremos o risco de fazer o mesmo com as pessoas”, de modo que você até será popular, mas, não será confiável, você vai querer me jogar fora, talvez, antes mesmo do seu celular que não serve mais.

1) “EU QUERO MUDAR O BRASIL” – mas eu não posso porque é igual ao TCC, tenho que delimitar, então “EU QUERO MUDAR A EDUCAÇÃO DO BRASIL”. E Assim começa a conversa, onde apesar de ser um super-homem, eu não posso mudar muita coisa, ainda que eu construa um rede com mais de 300 seguidores, que o meu Facebook ultrapasse barreiras inimagináveis, mesmo que eu saia por todo o país dizendo que você também é o super-homem, e que eu consiga mais discípulos que Jesus Cristo, não conseguirei mudar o Brasil. Mas, sabem porque não é possível mudar o Brasil na lógica do Papo de Universitário, porque é só PAPO! Se todo o potencial que é dito que nós temos fosse posto em prática numa perspectiva coletiva, certamente a gente mudava até a lua de lugar, mas, só nos disseram que a nossa mega rede de contatos será apenas para extrairmos as oportunidades que nos interessam, o outro que procure as suas. E para que não digam que a educação não foi contextualizada, já que é a missão do PDU, fizeram Paulo Freire se remexer, como veremos no próximo ponto.

2) O CAMINHO SE FAZ CAMINHANDO - A frase foi atribuída a Freire pelo PAPO de Universitário, por achar bonita, fez uso para dizer que você tem que seguir em frente (sozinho), aprendendo com os seus erros e fracassos, em busca do sucesso, de oportunidades, aproveitando tudo o que puder para conquistar o que deseja (sozinho), até que construa o seu “império”. (na lógica apresentada você vai passar a explorar inevitavelmente as outras pessoas). Já PAULO FREIRE, junto com Myles Horton, utilizaram a frase acima para intitular o livro “O Caminho Se Faz Caminhando – Conversas Sobre Educação e Mudança Social”. Dentro do contexto discutido, é no mínimo contraditório utilizar Freire em duas perspectivas defendidas pelo Papo: 1) é você e mais ninguém; 2) entre no caminho oferecido pelo capitalismo, e descubra o brilho nos olhos. E há contradição porque os autores apontam para outra perspectiva, essencialmente para a liberdade das pessoas diante de um sistema avassalador, bem como a partir de se libertarem alcançar a emancipação, e isso se dará na medida em que estejamos libertos da alienação capitalista, para assim, nos emanciparmos derrotando o capitalismo. Por isso que para Freire, a educação é um instrumento de libertação, e não de exploração. Na filosia freiriana, o coletivo é parte elementar. Portanto, mesmo distorcido, falou-se em educação, pena que Paulo Freire foi citado apenas numa frase “bonita”, fora de lugar (sugiro uma boa leitura da obra de Freire)!

3) Voltando lá no começo onde o PDU diz que não pode mudar o Brasil, observamos mais uma contradição, desta vez no ensinamento da receita da popularidade, cujo exemplo utilizado é o do LULA. Ora, como é que eu não posso mudar nada, e o Lula que morava lá em caetés, interior de Garanhuns, em uma situação de miséria chegou tão longe? A resposta é simples: COLETIVO. Enquanto o papo ensina você a seguir sozinho, sentando no fundão para gerar oportunidade, e depois na frente para gerar mais oportunidades, e achando pouco, ensina a sair de sala em sala procurando mais oportunidades em novos supostos amigos, o LULA aprendeu em outra escola, a da fraternidade. Aprendeu que tem que compartilhar ensinamentos, assim como Freire, e unificar as forças, assim como Marx, pois só desta forma se cria um sujeito coletivo, uma grande massa disposta a mudar o mundo, como fez Lenin na Rússia, e, portanto, chegou tão longe. Mas, diferente do PAPO, pôs a sua experiência e determinação a disposição dos oprimidos do mundo, agora está ajudando a mudar a África, já que por ser um sujeito coletivo, deixou outras pessoas mudando o Brasil. A lição que fica: É claro que eu posso mudar o mundo, se deixar inverto até a ordem dos planetas, basta que eu não esteja só e olhe ao meu redor, que seja capaz de enxergar o mundo e a sua realidade.

4) Mas, o PDU foi mais profundo, você já aprendeu a aproveitar-se do seu colega, transformando-o em trampolim. Agora, aprenderá a aproveitar-se do seu professor. Mesmo que você não goste dele, finja, elogie, dê presentes, não reclame, lhe dê razão, principalmente se o professor for “O CARA”, porque sendo esse sujeito fantástico, vai lhe proporcionar espaços fantásticos, que poderá lhe render salários fantásticos, status fantástico, até um dia você chegar lá no fantástico ou dizer “Bom Dia Pernambuco”, e se achar também o “cara”. Bom, nessa fase você já vai tá lambendo as botas de outra pessoa, para chegar um pouco mais longe, até porque, o que foi ensinado é que “você pode tudo sozinho”, mas, terá que aproveitar-se das portas que os outros abrirão, porque sozinho (isso é uma contradição?) você não tem tantas portas para abrir. Para tornar pior o que já tava ruim, o PDU diz pra você não esperar do professor o ensinamento da receita da fortuna, ele não o dará, não vai ensinar você a ficar rico, porque o professor (quanto egoismo professor) não quer concorrentes. Pergunto: se o professor queria ficar rico, ganhar muito dinheiro, passar por cima de todo mundo e do mundo todo, por que diabos foi ser professor?

5) Por fim, recebi o golpe de misericórdia. Bateram na minha nuca com uma tora de madeira que não deu tempo nem derramar a última lágrima de dor. Falaram do DA e DCE como forma de se dar bem...

Durante alguns anos da minha vida, dediquei-me ao movimento estudantil, fui de Centro Acadêmico, Diretório Acadêmico, Diretório Central dos Estudantes, União dos Estudantes de Pernambuco, etc. Ao longo desses anos, aprendi que o Movimento Estudantil luta pelo direito dos Estudantes, por uma educação de qualidade, por um mundo mais justo e, consequentemente por uma formação que contribua com a melhoria de vida das pessoas.

Quando entrei no Movimento Estudantil, me mostraram logo o retrato da ditadura, quantos estudantes foram assassinados por lutarem para que hoje eu escrevesse esse texto, para que o Marcos Rodrigues vendesse o seu peixe, para que você escolhesse o caminho a seguir, para que a UAST existisse, para que o Simpósio pudesse oferecer oportunidade de debate, inclusive apontando o contraditório. E foi nessa escola que me formei.

- Sabe o professor que tá complicando a vida da turma, aquele projetor quebrado, as obras inacabadas, disciplinas sem docente, falta de laboratórios, etc.?
- Deixe que essa briga é do DA, vamos lutar por esses direitos.
Mas, quem é o DA, é Fulano?
-Não, o DA é um sujeito coletivo, que tem diretoria coletiva, que representa todos os estudantes e, que todos os estudantes por sua vez são o próprio DA.

Ora, mas, se o DA é isso, porque alguém utilizaria o DA para fazer dele um trampolim pessoal?
Se um sujeito assumir o DA para se beneficiar, quem vai lutar pelos meus direitos?

São essas perguntas que devemos nos fazer para debater a essência do Papo de Universitário, respeitando a liberdade de escolha de cada sujeito, mas, também fazendo uso dela para contestar o que julgarmos relevante.

Não tenho o interesse em condenar a iniciativa do PDU (não sou juiz), tenho necessidade de criticar a reprodução de uma sistema que nos direciona cada vez mais para longe uns dos outros, e busquei demonstrar nesse texto que todos os sucessos apresentados pelo palestrante do PAPO, foram frutos de experiencias coletivas, e ainda que na lógica dele, as nossas relações sejam apenas forjadas no interesse individual, foram utilizadas de ferramentas coletivas, haja vista que para alcançar um objetivo, foi utilizada a porta aberta por outra pessoa.

Portanto, não basta descobrir que você é o super-homem, tampouco ignorar a força que lhe é dada, que vem de fora (talvez da criptonita) e não de dentro necessariamente. Da mesma forma, saber que tem mais gente que luta ao seu lado (quem sabe a liga da justiça), e que se a sua lógica for de apenas usar do que as pessoas podem lhe oferecer, sem que exista uma relação de troca, de fraternidade, de coletivo, de melhorar o mundo para que dentro dele você viva melhor, e não melhorar você e o mundo que se dane, poderá acabar sozinho e, provavelmente até a liga da justiça lhe faltará.

Resumidamente é isso. O que eu vim fazer no mundo foi alterar a ordem hoje estabelecida, por que o meu papo é outro, e o faço voluntariamente. De repente a gente cria uma nova rede: PAPO DE GENTE, cujo a única regra será pautar-se na realidade. De repente nem teremos tantos “AMIGOS” no Facebook, mas, as nossas rodas de conversa estarão lotadas de gente, com sangue pulsando nas veias, dizendo em alto e bom som, NÓS PODEMOS, pois como diz o poeta Chico Buarque de Holanda:

“Todos juntos somos fortes,
somos flecha e somos arco,
todos nós no mesmo barco,
não há nada pra temer.”

Entre o que passou e o que virá, há toda uma vida


Flagramo-nos recordando o que já ficou para trás. No tempo em que era mais importante encontrar os amigos ao ter que assistir às aulas do cursinho. Onde pouco importava o quão quente estava, parávamos para contar estórias e segredos no meio da rua. Não havia distância para idealizarmos os nossos sonhos, elas sempre eram rompidas pelo desejo de seguir em frente. Por quantas vezes não ficamos horas e horas pendurados no telefone, muitas delas para não dizer nada, mas, narrando tudo.

Quando paramos para recordar o que já não volta mais, vemos que fizemos tanto, mas, pouco diante da imensidão de coisas que poderiam ser feitas. Descobrimos canções e cancioneiros, entre eles aquele que inspirava até a aula de química, que nos fazia membro de uma grande Legião, mostrando que podemos tudo dentro da grande via láctea.  

Temos o tempo de viver, temos o tempo de recordar. As sextas feiras eram suficientes para alegrar todo o final de semana, começava cedo, ao nascer da lua, e cedo terminava, ao nascer do sol. Das filas do banco as filas do cinema, sempre havia bons motivos para estar feliz.  Mas, tudo vai passando, e coisas novas vão surgindo. E o bom da vida sempre volta em nossas reflexões, como um dia que se finda sem que percebamos, e quando vemos já está nascendo um novo dia, deixando as lembranças do que passou.

Que possamos construir um caminho cheio de sonhos e realizações, pois “não temos mais o tempo que passou, mas, temos muito tempo, temos todo o tempo do mundo”.  

Um 2013 em que o simples se faça belo


Sempre buscamos incessantemente a felicidade. É uma busca tão intensa que nem sempre paramos para pensar o que realmente nos torna feliz. Estamos sempre entretidos com as ofertas tentadoras de um sistema que nos explora e nos faz crer que a felicidade está naquilo que ainda não temos, mas, que poderemos conseguir se trabalharmos muito, e dedicarmos todo o nosso tempo a acumular cada vez mais.

Certamente a vida fica mais simples quando paramos para refletir o que realmente nos faz bem. Quando descobrimos que o sorriso de uma criança pode não estar na tecnologia de um novo aparelho eletrônico, mas na arte de empinar pipa. Quando sentimos falta de alguém que sempre esteve ao nosso lado, mas que estávamos ocupados demais para dar conta da sua companhia. Quando sentimos saudades do tempo de infância, e lembramos que ali nem sonhávamos com a existência das redes sociais, e que a felicidade era somente correr na rua com os amigos. E percebemos o quanto nos faz falta, o tempo de brincar e os amigos.

Em um tempo onde somos convidados a ficar a todo instante compartilhando as nossas reflexões e curtindo os pensamentos de tanta gente, muitas vezes estranhas a nós, as coisas simples passam despercebidas, e a felicidade, dificilmente chegará via e-mail. Somos protagonistas da nossa caminhada, e cabe a nós construir as bases para uma vida mais feliz.

O ritual dos festejos de final de ano tende a reunir as pessoas, as famílias, os amigos. Torna por alguns instantes a vida mais simples e mais feliz. E como seria bom se renovássemos a cada dia esse sentimento de fazer da simplicidade da vida, o caminho para a felicidade.

Que em 2013 valorizemos as coisas simples e aprendamos que o simples se faz belo, quando realizado com a essência do que realmente representa o ato de ser feliz.


Para ilustrar a minha última postagem de 2012, convido-lhes a ouvir uma bela canção de Chico, Garoto e Vinicius, interpretada por Renato Russo.


Em prosa e verso, sonhos e luta


Em prosa e verso descrevemos a vida e os sentimentos pertencentes a ela. Sonhos e lutas são os ingredientes que fazem funcionar uma mente e um coração. Assim, em prosa e verso, sonhos e lutas, construímos cada ação da vida, cada passo dado, cada conquista. É uma combinação necessária para fazermos de pequenos gestos grandes ações.


Em prosa, como dizem lá no sertão, dialogamos, construímos ideias, expomos pensamentos, fazemos livremente as nossas descrições, ou seja, apenas proseamos.

Em verso, somos mais sensíveis, mais delicados, mais impulsivos. São a partir deles que amamos, cantamos, choramos, sentimos no fundo da alma o quão forte são as palavras.

Mas nada disso é possível sem que haja momentos de abstração, de extravagância do imaginário. Para os revolucionários os sonhos são bons aliados para as belas lutas, são geralmente utópicos, mas tão necessário que estão intrinsicamente ligados à caminhada em qualquer batalha. São eles, os sonhos, o combustível fundamental que move um coração de um militante, e como diz o comandante e poeta, líder revolucionário, Ernesto Guevara, Lutam melhor os que têm belos sonhos.

Pois é, os sonhos agem em nós como uma mola impulsionadora, nos fazem acreditar que é sempre possível mudar, transformar, revolucionar. Ora, se não sonhássemos com um mundo melhor, certamente jamais desprenderíamos de um só instante para combater as injustiças, as opressões, as desigualdades. É porque sonhamos que lutamos incessantemente, em busca de uma sociedade superior. Assim, derivadas dos sonhos, as lutas são o extrato do que sentimos e desejamos e, portanto, com essa combinação seremos capazes de construir um mundo mais feliz, onde a fraternidade e a solidariedade sejam sentimentos universais, pertencentes a todas as pessoas, que haverão de viver com igualdade, sem que uns explorem os outros.

E assim seguiremos em prosa e verso, sonhos e luta, até realizarmos as mais profundas transformações, até que sejamos livres na vida.

A Força Que Nunca Seca


Temos que aprender a enxergar o que de mais profundo há na beleza de uma mulher. A beleza de quem sabe amar, de quem sabe cuidar. Não importa se é o seu lar ou a sua nação, elas comandam com o que tem de melhor. Com firmeza e convicção as mulheres vêm demonstrando que diante da sua capacidade de agir, serão responsáveis por grandes transformações.

É necessário que nós, aprendamos a empunhar as bandeiras em defesa dos direitos da mulher, afinal, para construirmos uma sociedade de igualdade, não poderemos nos furtar de lutar juntos, com essas bravas soldadas, com essas bravas comandantes.

Com a sensibilidade de uma mãe, com o carinho de uma avó, com o companheirismo de uma Irmã, com a  paciência de uma companheira, com a bravura de quem quer  justiça, igualdade, fraternidade, são elas as responsáveis pela motivação que move a ternura que nos torna capazes de ir à luta por um mundo melhor.

Quero encerrar o dia em que comemoramos um marco importante na luta pelo direito das mulheres, com uma bela canção de Chico César, para acordarmos com ainda mais disposição de encarar as batalhas que estão por vir.

UMA CRÍTICA FRATERNA AS FORÇAS DO CONJPT


Vimos de tudo no segundo congresso da Juventude do PT, gente que era grande e chegou pequeno, gente que todos diziam que seria pequeno e chegou grande, gente moralista que se vendeu, gente oportunista que comprou, gente que passou a perna em mais gente pra ter mais delegados. Tinha de tudo, feira de balaio.

Aos fatos: o povo que saiu da AE fez um barulho danado, mas no fim quase não apareceram, quase não formularam, aderiram à candidatura do MAIS e devem ficar com uma vaga na executiva com apenas 15 delegados.

O Mais por sua vez, levou todo mundo da mensagem, deixou a DS chorando, e assim conseguiu ser a segunda chapa mais votada, como tinha cerca de dez tendências compondo, ficou uma média de 8 votos pra cada, pouco para quem vive dizendo que é MAIS.

Voltando a DS, depois do chororô causado pelo MAIS que levou a base deles toda, preferiu se “AD”JUNTAR com os antigos rivais da CNB ( do secretário locutor), é sempre bom ter um cargo legal, e a  DS não pensou duas vezes, aceitou a oferta e foi iludida que ali era o campo da esquerda.

Teve ainda o TRABALHO sempre radical, só não entendi o que estavam fazendo na chapa da CNB. Bom, mais o congresso teve ainda o MPT composto por um monte de grupos regionais. Obtiveram um bom resultado eleitoral, mas tinha uns acordos bizarros ali com a CNB.

E por falar em prática ruim de direita, eis que surge a CNB, que votou a favor do machismo, a favor de acordo escroto utilizando de um trator para beneficiar as terras da DS, votou também contra a descriminalização das drogas, e pra lascar com tudo elegeu outro secretário de juventude tão ruim quanto o ruim que tinha antes.

Diante de tudo isso, nos resta lutar e disputar os rumos do PT, combater as práticas ruins que permeiam também a juventude.

Não queremos INAUGURAR UM NOVO PERÍODO de falações, acordos e blefes. Não queremos MAIS do mesmo. Não queremos CONSTRUIR UM NOVO BRASIL de mais miséria, opressões e desigualdades. Não queremos uma falsa DEMOCRACIA SOCIALISTA, que tem preço, que se vende a troco de nada.

Queremos é muita luta, muita ação e muita disposição para aglutinar toda a ESQUERDA SOCIALISTA e enfrentar de pé as dificuldades, de bandeira empunhada, organizando a juventude para que possamos construir uma grande ARTICULAÇÃO DE ESQUERDA e superar o capitalismo, derrotar os neoliberais e transformar o Brasil em um país rico e sem miséria, onde as pessoas possam viver mais felizes e livre das opressões.  

Nossas lutas e sonhos são de todas as cores, nossa esperança é vermelha!

Nossas verdades, não são tão verdadeiras


O conceito de verdade é bastante subjetivo, principalmente quando se olha a partir da Filosofia.  Para ser conhecedor da verdade é necessário conhecer todo o enigma do mundo, seus mistérios e suas facetas, e essa proeza os homens ainda não alcançaram. Todavia, é fácil confundir a verdade com a ignorância, aliás, acredito que a maioria dos que acham deter a verdade são mesmo é possuidores de uma grande quantidade de ignorância. Dessa forma é fácil ver um ignorante enganado com sua própria ignorância, pois aquilo que ele acredita de forma dogmática ser a verdade absoluta, nada mais é  que um conceito que de forma impositiva fixou-se nas suas convicções. Marilena Chauí faz um CONVITE A FOLOSOFIA,  e em um excelente livro trata de aspectos que vale a pena investir seu tempo para conhecer um pouco mais da ciência que nos leva a problematizar todo o conjunto das ciências desenvolvidas pelo homem. Fico satisfeito por viver na minha incerteza, assim, não me dogmatizo pela ignorância, nem imponho minhas frágeis verdades. 

Os futuros sociólogos


Imaginar o mundo a partir da sociologia nos faz ver que é ainda mais complexo as relações da humanidade, olhar a partir da antropologia nos faz crer que estamos quase sempre vendo as pessoas de forma equivocada, mas para chegar a esse entendimento entre as ciências é necessário dedicar-se mesmo a filosofia.
Nesse contexto o curso de ciências sociais faz um bem danado, juntando tudo isso da uma boa noção das ciências políticas e daí pra frente é adotar seus métodos e conceitos e partir para pratica. Mas o que me incomoda é que há ainda pessoas que não compreendem o porquê das ciências que tratam de estudar a humanidade a partir das suas relações políticas, culturais, econômicas e sociais.
Isso causa frustração, não estamos ali para alimentar nosso ego e virarmos pseudo-s intelectuais, estamos ali para adquirir conhecimentos que nos subsidie para as investidas que são atribuídas ao cientista social.
Mas vamos indo pra frente, quem sabe um dia chegaremos a compreensão. Aliás, quem nos financia é o povo, será justo devolver ao próprio povo tudo o que pagam para proporcionar para uma minoria um bem que apesar de público, quase nunca têm direito.

ENTREVISTA COM GERALDO VANDRÉ

GERALDO VANDRÉ QUEBRA O SILÊNCIO APÓS 37 ANOS E FALA DA DITADURA
Encontrei essa boa entrevista feita pela globo news com o Vandré, autor de belíssimas canções que embalaram os festivais de música na década de 60. A impressão que fica é de um grande talento amargurado e ainda sob efeito da brutalidade da ditadura militar.



De volta aos cometários e inquietações!


Resolvi retomar minha vida de blogueiro, isso porque a dinâmica da vida cotidiana exige de nós muitas reflexões e por conseqüência necessidade de expressar a opinião que colhemos dos diversos acontecimentos que envolvem nossa vivencia.

Nesse aspecto decidi reorganizar um espaço de opinião mais pessoal, onde possa comentar mais livremente minhas inquietações, desde as experiências acadêmicas até os temas mais amplos, observando os aspectos políticos, culturais, econômicos e sociais.

Enfim, pra começo de conversa é isso. Espero encontrar muita inspiração para exercer minha criticidade sempre pensando em contribuir com as transformações necessárias para que possamos ter uma vida melhor e um mundo mais justo.