Um 2013 em que o simples se faça belo


Sempre buscamos incessantemente a felicidade. É uma busca tão intensa que nem sempre paramos para pensar o que realmente nos torna feliz. Estamos sempre entretidos com as ofertas tentadoras de um sistema que nos explora e nos faz crer que a felicidade está naquilo que ainda não temos, mas, que poderemos conseguir se trabalharmos muito, e dedicarmos todo o nosso tempo a acumular cada vez mais.

Certamente a vida fica mais simples quando paramos para refletir o que realmente nos faz bem. Quando descobrimos que o sorriso de uma criança pode não estar na tecnologia de um novo aparelho eletrônico, mas na arte de empinar pipa. Quando sentimos falta de alguém que sempre esteve ao nosso lado, mas que estávamos ocupados demais para dar conta da sua companhia. Quando sentimos saudades do tempo de infância, e lembramos que ali nem sonhávamos com a existência das redes sociais, e que a felicidade era somente correr na rua com os amigos. E percebemos o quanto nos faz falta, o tempo de brincar e os amigos.

Em um tempo onde somos convidados a ficar a todo instante compartilhando as nossas reflexões e curtindo os pensamentos de tanta gente, muitas vezes estranhas a nós, as coisas simples passam despercebidas, e a felicidade, dificilmente chegará via e-mail. Somos protagonistas da nossa caminhada, e cabe a nós construir as bases para uma vida mais feliz.

O ritual dos festejos de final de ano tende a reunir as pessoas, as famílias, os amigos. Torna por alguns instantes a vida mais simples e mais feliz. E como seria bom se renovássemos a cada dia esse sentimento de fazer da simplicidade da vida, o caminho para a felicidade.

Que em 2013 valorizemos as coisas simples e aprendamos que o simples se faz belo, quando realizado com a essência do que realmente representa o ato de ser feliz.


Para ilustrar a minha última postagem de 2012, convido-lhes a ouvir uma bela canção de Chico, Garoto e Vinicius, interpretada por Renato Russo.


Tempo, de renovação e novos sonhos


Tempo, palavra curta de significado profundo.
Tempo que nos leva do passado ao futuro, do ontem ao amanhã.
Que nos faz perceber o quanto fizemos, mas também o quanto há por fazer.
Tempo que nos remete aos sonhos mais utópicos, bem como aos mais simples e bobos.
É contra o tempo que queremos fazer tudo mais rápido, mais urgente.
E por isso perdemos detalhes valiosos, que não poderíamos ter perdido.
É a favor do tempo que podemos fazer tudo mais lento, com mais perfeição.
Assim, realizaremos coisas duradouras, com riquezas que só o tempo poderá demonstrar.
Tempo, que em uma pequena fração diante da sua imensidão nos leva a reflexões tão profundas capazes de mudar o rumo da nossa vida.
Tempo, elemento necessário para grandes tomadas de decisão.
Assim é vida, assim é o tempo de estar vivo!
Que o tempo nos permita fazer grandes reflexões, voltar ao passado e buscar transformar o futuro.
Que nos permita sonhar e renovar a nossa esperança, para vivermos dias com mais alegria e amor.
Pois o tempo, uma palavra curta de múltiplas possibilidades, pode determinar o nosso caminho.
Que esse tempo de festejos natalinos, nos permita enxergar além dos fenômenos, além do real, e nos conduza a um período de novos sonhos e renovação.
Que nos permita viver e não somente existir, pois o tempo dividido em frações no universo sem fim torna-se também infinito, mas a vida não, se limita apenas a uma pequena fração de tempo.
Cabe a nós, portanto, transformar esse tempo em um período de renovação e novos sonhos, um novo tempo de ser feliz!

Feliz Natal!

Dedicado a Samiris Andrade.

Em prosa e verso, sonhos e luta


Em prosa e verso descrevemos a vida e os sentimentos pertencentes a ela. Sonhos e lutas são os ingredientes que fazem funcionar uma mente e um coração. Assim, em prosa e verso, sonhos e lutas, construímos cada ação da vida, cada passo dado, cada conquista. É uma combinação necessária para fazermos de pequenos gestos grandes ações.


Em prosa, como dizem lá no sertão, dialogamos, construímos ideias, expomos pensamentos, fazemos livremente as nossas descrições, ou seja, apenas proseamos.

Em verso, somos mais sensíveis, mais delicados, mais impulsivos. São a partir deles que amamos, cantamos, choramos, sentimos no fundo da alma o quão forte são as palavras.

Mas nada disso é possível sem que haja momentos de abstração, de extravagância do imaginário. Para os revolucionários os sonhos são bons aliados para as belas lutas, são geralmente utópicos, mas tão necessário que estão intrinsicamente ligados à caminhada em qualquer batalha. São eles, os sonhos, o combustível fundamental que move um coração de um militante, e como diz o comandante e poeta, líder revolucionário, Ernesto Guevara, Lutam melhor os que têm belos sonhos.

Pois é, os sonhos agem em nós como uma mola impulsionadora, nos fazem acreditar que é sempre possível mudar, transformar, revolucionar. Ora, se não sonhássemos com um mundo melhor, certamente jamais desprenderíamos de um só instante para combater as injustiças, as opressões, as desigualdades. É porque sonhamos que lutamos incessantemente, em busca de uma sociedade superior. Assim, derivadas dos sonhos, as lutas são o extrato do que sentimos e desejamos e, portanto, com essa combinação seremos capazes de construir um mundo mais feliz, onde a fraternidade e a solidariedade sejam sentimentos universais, pertencentes a todas as pessoas, que haverão de viver com igualdade, sem que uns explorem os outros.

E assim seguiremos em prosa e verso, sonhos e luta, até realizarmos as mais profundas transformações, até que sejamos livres na vida.