Novo governo, velhas práticas!


No seu primeiro ato após a posse o “novo” prefeito do Recife, Geraldo Júlio, apresentou o seu primeiro projeto, o hospital da mulher. Aliás, pra quem coordenou quase tudo nessa vida, ele demorou muito para tomar a iniciativa, aja visto que o projeto estava pronto no Campo das Princesas e foi dado de presente pelo governador ao ex-auxiliar e todo poderoso Geraldo.

O que é estranho na encenação é o fato de o agora prefeito Geraldo, que coordenou desde a criação do universo até o bem estar das pessoas de Pernambuco, nunca ter observado a carência dos recursos para atender as mulheres do nosso estado. Carência que poderia ter sido amenizada se tivesse investido no CISAM – UPE, um hospital escola referência no atendimento a mulher, bem como no HUOC – UPE, mais um hospital da Universidade de Pernambuco, onde as metas do desgoverno de Eduardo Campos monitoradas por Geraldo Júlio era de cortar o que chamam de gastos, ou seja, precarizar os serviços.

Mas nada é feito ao acaso, para esses governos de metas, onde a qualidade de vida do povo é verificada em números sem ter contato com a realidade, é comum sucatear o público para entregar ao privado. Tem sido assim na saúde, onde o IMIP e semelhantes tomam conta dos novos empreendimentos do Governo de Pernambuco. Por essa ótica é fácil saber por que os hospitais públicos vivem em crise e contenção de gastos, basta ver as prioridades desses governos.

Geraldo ao lançar sua primeira obra, na verdade está apenas cumprindo o seu primeiro acordo como prefeito, afinal, teve sua candidatura ameaçada, apesar da parcialidade da justiça eleitoral, por fazer campanha dentro das dependências do IMIP, e pelo visto saberá retribuir o gesto dos seus aliados. O PSB só não cumpre acordo com o povo, mas com empresários e financiadores não falta nunca.

Pelo visto o que pintaram como sendo novo já veio cheio de vícios e retóricas prontas, e pode ser uma nova face dos velhos coronéis. 

Flor e espinho

Poesia de Danillo Barbosa

Se nós fomos felizes algum dia
Desse dia eu nem me lembro mais
Emoções entre nós não são iguais
E não há o sentimento que havia
Se um dia já foi tudo alegria
Já não ha entre nós cumplicidade
E o amor não é mais uma verdade
Se era flor hoje só sobrou espinho
Se não queres a mim me dar carinho
Vou gozar minha vida em liberdade



Inspirado na poesia de Pedro Torres Filho

Um 2013 em que o simples se faça belo


Sempre buscamos incessantemente a felicidade. É uma busca tão intensa que nem sempre paramos para pensar o que realmente nos torna feliz. Estamos sempre entretidos com as ofertas tentadoras de um sistema que nos explora e nos faz crer que a felicidade está naquilo que ainda não temos, mas, que poderemos conseguir se trabalharmos muito, e dedicarmos todo o nosso tempo a acumular cada vez mais.

Certamente a vida fica mais simples quando paramos para refletir o que realmente nos faz bem. Quando descobrimos que o sorriso de uma criança pode não estar na tecnologia de um novo aparelho eletrônico, mas na arte de empinar pipa. Quando sentimos falta de alguém que sempre esteve ao nosso lado, mas que estávamos ocupados demais para dar conta da sua companhia. Quando sentimos saudades do tempo de infância, e lembramos que ali nem sonhávamos com a existência das redes sociais, e que a felicidade era somente correr na rua com os amigos. E percebemos o quanto nos faz falta, o tempo de brincar e os amigos.

Em um tempo onde somos convidados a ficar a todo instante compartilhando as nossas reflexões e curtindo os pensamentos de tanta gente, muitas vezes estranhas a nós, as coisas simples passam despercebidas, e a felicidade, dificilmente chegará via e-mail. Somos protagonistas da nossa caminhada, e cabe a nós construir as bases para uma vida mais feliz.

O ritual dos festejos de final de ano tende a reunir as pessoas, as famílias, os amigos. Torna por alguns instantes a vida mais simples e mais feliz. E como seria bom se renovássemos a cada dia esse sentimento de fazer da simplicidade da vida, o caminho para a felicidade.

Que em 2013 valorizemos as coisas simples e aprendamos que o simples se faz belo, quando realizado com a essência do que realmente representa o ato de ser feliz.


Para ilustrar a minha última postagem de 2012, convido-lhes a ouvir uma bela canção de Chico, Garoto e Vinicius, interpretada por Renato Russo.


Em prosa e verso, sonhos e luta


Em prosa e verso descrevemos a vida e os sentimentos pertencentes a ela. Sonhos e lutas são os ingredientes que fazem funcionar uma mente e um coração. Assim, em prosa e verso, sonhos e lutas, construímos cada ação da vida, cada passo dado, cada conquista. É uma combinação necessária para fazermos de pequenos gestos grandes ações.


Em prosa, como dizem lá no sertão, dialogamos, construímos ideias, expomos pensamentos, fazemos livremente as nossas descrições, ou seja, apenas proseamos.

Em verso, somos mais sensíveis, mais delicados, mais impulsivos. São a partir deles que amamos, cantamos, choramos, sentimos no fundo da alma o quão forte são as palavras.

Mas nada disso é possível sem que haja momentos de abstração, de extravagância do imaginário. Para os revolucionários os sonhos são bons aliados para as belas lutas, são geralmente utópicos, mas tão necessário que estão intrinsicamente ligados à caminhada em qualquer batalha. São eles, os sonhos, o combustível fundamental que move um coração de um militante, e como diz o comandante e poeta, líder revolucionário, Ernesto Guevara, Lutam melhor os que têm belos sonhos.

Pois é, os sonhos agem em nós como uma mola impulsionadora, nos fazem acreditar que é sempre possível mudar, transformar, revolucionar. Ora, se não sonhássemos com um mundo melhor, certamente jamais desprenderíamos de um só instante para combater as injustiças, as opressões, as desigualdades. É porque sonhamos que lutamos incessantemente, em busca de uma sociedade superior. Assim, derivadas dos sonhos, as lutas são o extrato do que sentimos e desejamos e, portanto, com essa combinação seremos capazes de construir um mundo mais feliz, onde a fraternidade e a solidariedade sejam sentimentos universais, pertencentes a todas as pessoas, que haverão de viver com igualdade, sem que uns explorem os outros.

E assim seguiremos em prosa e verso, sonhos e luta, até realizarmos as mais profundas transformações, até que sejamos livres na vida.

A quem Interessa o desserviço do CQC?


O CQC assim como a maioria dos programas exibidos em TV aberta, não só representa como atende aos interesses das elites dominantes, afinal, somente aos donos dos meios de produção que exploram o nosso povo, interessa convencer as pessoas que a política não serve, não presta e não deve ser parte da vida de pessoas "comuns". Duas coisas me deixam pensativo:
1º) os patrões que pagam verdadeiras fortunas para esses CQC's presente em todos os meios de comunicação, são os mesmos que ocupam a maior parte do poder político, será que eles (ACM's, SARNEY's,  COELHOS, DEMÓSTENES, CACHOEIRAS, JCPM, etc.) deixarão a política já que tudo, segundo suas empresas de comunicação, está tão imoral?
2º) É impressionante o quanto os ultraesquerdistas vão ao delírio quando a direita ataca o PT, nem lembram dos moralistas da direita que estão sofrendo processo de cassação.
Apesar dessa turma que tenta através do método desqualificado e alienador da direita desconstruir o PT, somos muitos trabalhadores e trabalhadoras que estão lutando a cada dia para melhorar a vida das pessoas, e não serão vocês revisionistas aliados ao discurso mais atrasado possível, que nos derrotarão.
Enquanto compartilham os ensinamentos da direita, nós juntamos mais e mais pessoas para derrotar essas práticas, e dar passos cada vez mais firmes para transformar a realidade do nosso povo.